Inteligência humilhada ou autonomia da razão entre o intelecto e a graça

Autores

Palavras-chave:

São Tomás de Aquino, autonomia da razão, livre-arbítrio, Santo Agostinho, Graça

Resumo

O presente artigo pretende tratar sobre a ideia de autonomia da razão em São Tomás de Aquino e, para tanto, parte do princípio tomista do humano racional que traduz, desdobra e sedimenta ideias aristotélicas. Para dar formatação ao desenvolvimento do texto, pontua-se a herança de seu pensamento até mesmo em Agostinho, bem como as divergências cruciais que tencionam esses dois grandes pensadores, uma delas, que contribui para a conclusão do texto, seria, a saber, a do livre-arbítiro e reflexão sobre a soberania e a graça. Por fim, ressalta-se como o pensamento tomista pode ser base para algumas práticas da Igreja, porém, em essência e em seu tempo, também é um grande obstáculo para a Inquisição, pois o exercício do julgamento é legítimo de quem possui tal atribuição por investidura e, quem é investido, não pode, portanto, ter a reta razão pervertida, o que afasta a justiça e aproxima a injustiça.



Biografia do Autor

Henrique Garbellini Carnio , PUC-SP/ ALFA

Doutor em Filosofia do Direito e Teoria do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP (2013) e Mestre em Filosofia do Direito e Teoria do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP (2008). Pesquisador Colaborador no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, com pós-doutorado em filosofia (2016). Foi bolsista no mestrado e doutorado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Professor do núcleo de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e professor permanente do curso de mestrado e doutorado em direito da Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo - FADISP. Tem experiência na área de Direito e Filosofia, atuando principalmente nos temas relacionados à teoria e filosofia do direito. Desenvolve atividades de pesquisa com destaque para o seguintes assuntos: gênese do direito; direito, poder e violência; direito e psicanálise

Josué Ricardo Menossi de Freitas , IMESP

Possui graduação em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) (2008), Pós-graduação em Direito com capacitação para Ensino no Magistério Superior pela Faculdade de Direito Prof. Damásio de Jesus (FDDJ) e Mestrado em Direito pela Faculdade Autônoma de Direito - FADISP (bolsista CAPES), efetivando pesquisa sobre "A Intangibilidade da Justiça na Visão de João Calvino e Aspectos Jurídicos de seu Pensamento", sendo orientado pelo Professor Doutor Paulo Ferreira da Cunha e pelo Professor Doutor Tercio Sampaio Ferraz Junior. Aprovado com o conceito máximo (10 valores) na defesa de sua dissertação. Atualmente é advogado - escritório de advocacia próprio -, Assistente Pleno - Caixa Econômica Federal e Parecerista na Revista Pensamento Jurídico. Atuou, como mestrando e bolsista, no acompanhamento de aulas do curso de graduação em Direito nas disciplinas "Antropologia Jurídica" e "Ética Geral", ministrando aula e colaborando na elaboração de avaliações (estágio supervisionado sob a orientação do Professor Dr. Marcio Anatole de Sousa Romeiro) e ministração de aulas nas disciplinas "Filosofia do Direito" e "Ciências Sociais" (estágio supervisionado sob a orientação do Professor Dr. Henrique Garbellini Carnio). Cursou a disciplina "Democracia e Desenvolvimento" (créditos de Mestrado) na Università degli Studi di Siena - Itália; comunicou trabalho no II Congresso Internacional Hispano-Brasileiro de Direito na Falculdade de Direito da Universidad de Valladolid ("Criminal Compliance e suas Implicações em Direitos Humanos: a conformidade como meio de exclusão da responsabilidade penal do gestores") (co-autor da obra "Direitos Humanos: diálogos ibero-americanos"); comunicou trabalho no I Congresso Internacional de Direito: Historical Development of the Idea of Constitution in Europe ("O Neoconstitucionalismo na Europa e no Brasil") (co-autor da obra "Direitos Humanos: diálogos ibero-americanos"); participou de seminário na Universidade de Coimbra sobre "O Papel do Direito nos Desafios Globais". Organizou e participou de diversos eventos voltados à relação entre Direito, Filosofia e Teologia, por ocasião da comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante: Simpósio "500 Anos da Reforma e o Legado no Direito" (organizador e palestrante - FADISP), proferindo a palestra "500 Anos da Reforma Protestante e o Legado no Direito: matriz jusfilosófica", comunicação na XVIIII Semana de Filosofia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, intitulada "A Filosofia no Século XVI: Renascença, Reforma e Utopias", apresentando o trabalho sob o título "A Matriz Filosófica Calvinista como Agente Transformador do Conceito de Justiça"; palestra sobre "As Bases Teológicas da Justiça em Calvino" na "Jornada Religião e Política - 500 anos da Reforma Protestante (1517-2017)", do Departamento de Filosofia da FFLCH - Universidade de São Paulo/USP, dentre outros. Foi aluno especial da disciplina "Ética no Mundo Moderno", ministrada pelo Professor Doutor Ari Marcelo Solon, do programa de Mestrado e Doutorado da Universidade de São Paulo/USP, Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Filosofia do Direito.

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Publicado

2018-02-01

Como Citar

GARBELLINI CARNIO , H. .; MENOSSI DE FREITAS , . J. R. . Inteligência humilhada ou autonomia da razão entre o intelecto e a graça. Revista da Faculdade de Direito do Sul de Minas, [S. l.], v. 34, n. 1, 2018. Disponível em: https://revista.fdsm.edu.br/index.php/revistafdsm/article/view/253. Acesso em: 3 mar. 2024.